...porque sou assim mesmo: se está na frente e eu quero passar, empurro.
Mesmo que o estorvo seja um cabide de louça de 200 anos, desses que enfei(t)am as paredes dos banheiros mais antigos, e o órgão utilizado para empurrar o tal diabo seja minha cabeça. Não me importa se sangra, dê traumatismo craniano ou, simplesmente, nasça uma pequena excrescência calosa. Quem mandou ficar na minha frente? E ainda guardo o membro amputado do inconveniente como troféu. Pouco me interessa se faço minha primeira visita ao hospital. Eu só tenho um membro inerte de um abusado leproso.